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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Nosso amor é preciso. - 2° Capítulo - 3ª Parte.

Chegando lá, me joguei na cama. Abracei o travesseiro, e chorei de raiva. Eu não queria ter feito aquilo com o meu próprio irmão. Mas puxa, ele sabia o quanto eu estava obcecado pela Demi... Por mais que isso fosse precoce demais...
Permaneci ali, daquela maneira, por alguns minutos. Depois, tomei coragem, e voltei para a sala. Fui ver Nick.
 - Nick... - eu disse, com medo.
Ele não me respondeu. Só colocava um curativo no nariz.
 - Nick... Desculpa... Tá legal?! Você sabe o quanto estou obcecado por ela... Ok, isso pode ser precoce demais... Afinal, só sonhei com ela... E... - ele me interrompeu.
 - Olha, cara... A culpa também foi minha... De certo modo, eu estava dando em cima dela sim... Ela é muito perfeita, e... Esqueci do fato de você estar gostando dela... Só acho isso um pouco precoce, como você mesmo disse. Você só sonhou com ela... A viu uma vez, e já está desta maneira... 
 - Eu sei, eu sei... E isso não foi motivo pra eu ter feito isto... Você, me desculpa, cara?
 - Qual é... Somos irmãos. - ele sorriu pra mim. Nos abraçamos.
 - Me sinto aliviado. - eu disse, rindo.
 - E eu, perdendo o meu sangue. - ele riu.
 - Não foi tão forte assim.
 - Ah não é? - ele disse. - Queria ver seu nariz sangrando no lugar do meu.
 - Idiota. - eu ri, dando um tapa em sua cabeça.
 - Bom, já tá tarde... Acho melhor, irmos deitar.
 - Ok. - concordei.
Arrumamos tudo, e fomos dormir.
Eu fiquei pensando o tempo todo nela, e enfim, dormi.
Era madrugada quando acordei, com algum barulho que vinha do quarto de meus pais. Pulei da cama, e fui até lá.
 - Oi, pai! - eu disse.
 - Oi filho. - ele respondeu, arrumando as malas.
 - Achei que viesse mais cedo... Vai viajar pra onde? - eu perguntei.
 - Itália. - ele disse.
 - Hm... Legal. - eu ri.
 - Bom, já vou. Até mês que vem, filho. Dê um abraço em Nick por mim.
 - Tá... Né. Tchau, pai.
Enquanto eu voltava para o meu quarto, ele ia para o aeroporto. Eu iria sentir saudades. Ele nunca ficou tanto tempo longe de casa.
Me joguei na cama, novamente, e desta vez, demorei para dormir. Estava atordoado. Sem acreditar naquilo que havia feito com Nick. Eu estava me sentindo culpado.

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