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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Nosso amor é preciso. - 1° Capítulo - 3ª Parte.

De repente, meu celular tocou. Atendi.
 - An, alô? - eu disse, com sono.
 - Oi Joe, sou eu, Miles.
 - Quem? - eu não estava entendendo. Era muito sono pra pouco eu.
 - Miley, Joe. Miley! 
 - ...
 - MILEY, JOSEPH! - ela gritou.
 - Ah! Oi Miles... Eu... To com sono, é. - eu disse.
 - Percebe-se. Mas, você sabe ao menos que horas são? - ela parecia sarcástica. 
 - Não... Eu...
 - Onze horas da manhã, Joe. ONZE! 
 - Você sabe que eu não levanto cedo aos domingos.
 - Pois é, mas eu acho, que você se esqueceu de um pequeno detalhe. 
 - Que detalhe? - me espantei.
 - VAMOS AO CINEMA HOJE! EU, VOCÊ E NICK, SEU IDIOTA!
 - Calma, meu ouvido não é penico. - eu ri. - E eu gosto dos meus tímpanos aqui.
 - Então levanta, se você quer que eles permaneçam ai, sem serem estourados! - ela estava irritada.
 - Que foi Miley? Sei lá... Você tá... Estressada demais hoje.
 - E se estiver? - ela baixou a voz.
 - Tá acontecendo alguma coisa? - eu ri.
 - Nada que seja de seu interesse.
 - É, você tá estressada. - eu gargalhei.
 - Anda, levanta! Eu vou passar ai as 13:30, se você não estiver pronto, nunca mais marque nada comigo. - ela desligou o telefone.
 - Tá Miles, eu... Miley? Miley? Alô? MILEY? 
Desliguei o celular, rindo. Essa era a primeira vez que eu via Miley daquele jeito. Me levantei, e fui pro banheiro.
Tomei um banho, escovei os dentes, me arrumei, e fui para a cozinha.
 - Bom Dia, filho! - minha mãe disse.
 - Pensei que não fosse levantar. Esqueceu que vamos ao cinema com a Miles, daqui a uma hora? - Nick disse.
 - Por que você acha que eu acordei? 
 - Ela te ligou? - ele riu.
 - É! E estava totalmente estressada.
 - Por que? - ele ficou preocupado.
 - Eu fui perguntar, e sabe o que ela me disse? "Não é do seu interesse".
 - Vai idiota. - ele riu.
 - Vamos parar? - minha mãe disse.
 - Nem começamos! - eu respondi.
 - Engraçadinho. - ela riu. - Bom, vocês vão almoçar, ou vão comer na lanchonete do shopping?
 - Vamos comer lá, mãe. - Nick disse.
 - Estão levando o dinheiro suficiente? 
 - Estamos mãe. Fica tranquila! Não temos juízo, mas a Miles sim. - eu ri.
 - É a sorte de vocês. - ela revirou os olhos.
Ouvimos uma buzina.
 - É a Miles! Tchau mãe. - Nick disse.
 - Tchau mãe! - eu disse.
 - Tchau queridos, bom filme! E deem um beijo na Miles, por mim! - ela gritou.
 - Pode deixar! - eu gritei.
Fomos até lá fora. Ela estava em pé, em frente ao carro. Estava linda.
 - A cada dia mais você nos impressiona! - eu disse, maliciosamente.
 - Trouxa. - ela sorriu, maliciosa. - Mas sabe que vocês também?
 - Estamos lindos? - eu disse.
 - Não, estão mais idiotas do que eram antes. 
 - Não teve graça Miley. - Nick disse.
 - Não trabalho no circo. - ela riu.
 - Vamos logo? - eu disse. Miley e Nick riram.
Nick colocou a mão em sua cintura e a cumprimentou. Ela se sentiu um pouco desconfortada com isso, mas parecia gostar. Eu a cumprimentei em seguida.
Entramos no carro dela, e Nick foi no volante. Ela se sentou no banco do passageiro ao lado de Nick, e eu, no de trás.
 - Já se decidiram? - Miley disse.
 - Sobre? - Nick respondeu.
 - Sobre qual filme iremos assistir. - ela continuou.
 - Ah, eu estava pensando em assistirmos um de terror. - eu disse.
 - Quer que eu estoure seus tímpanos? - ela disse pra mim.
 - Qual é? - eu ri.
 - Odeio filmes de terror.
 - Eu estarei do seu lado, Miles. -  Nick disse, malicioso.
 - Tarado! - ela disse, rindo.
 - Ué, eu posso segurar em sua mão, como quando éramos crianças. Nada de mais.
 - Não mente Nick. Essas não são suas verdadeiras intenções. Tigrão! - eu disse.
 - Vocês dois são idiotas, sabiam? - Miley gargalhou.

Nosso amor é preciso. - 1° Capítulo - 2ª Parte.

Após alguns minutos, ela se afastou de mim e me abraçou. Eu estava confortado em tê-la em meus braços, e a puxava, de certa forma, para mais perto de meu corpo.
Ela olhou novamente para os meu olhos e sorrindo, disse:
 - É bom estar aqui com você, Joe. - eu não tinha ideia de como ela sabia o meu nome.
Eu coloquei uma das mãos em seu rosto, e em seguida, alguns fios de seu cabelo atrás da orelha. Ela fechou os olhos, e encostou a cabeça em meu peito.
 - Como você... - eu disse, sem terminar a frase.
 - Como eu o que? - ela riu.
 - Ah, deixa pra lá.
 - Rá, agora fala! - ela se afastou de mim, cruzando os braços.
 - Ficou estressadinha, é? - eu ri.
 - Sem essa Joseph. Você sabe o quanto eu odeio, quando você me esconde as coisas.
 - Você fica extremamente linda, irritada. - eu ri. Ela se virou de costas para mim.
Eu me aproximei e segurei sua cintura, a abraçando e beijando seu pescoço.
 - Até que você não me diga o que queria dizer, eu não falarei com você. - ela permanecia de braços cruzados.
 - Sempre que eu seguro em sua cintura e beijo o seu pescoço você volta pra mim. - eu disse, com voz de choro.
 - Como assim "volto pra você"? - ela descruzou os braços.
 - Você fica de bem, novamente, comigo. - eu sorri de um jeito malicioso.
 - Idiota. - ela se virou para mim, olhando bem fundo em meus olhos.
 - Insistente.
 - Insuportável.
 - Linda. - eu olhava intensamente em seus olhos. 
 - Você não consegue me xingar. Eu sou melhor do que você, nisso. - ela sorriu maliciosamente.
 - Fazer o que. - eu olhei para o alto. Ela começou a gargalhar.
Ela me olhava de uma maneira intensa, e que me fazia ficar cada vez mais apaixonado por ela.
 - Eu te amo, Joe. - ela disse.
 - Eu te amo. - e eu segurei em suas mãos.
Quando eu ia beijá-la novamente, e talvez dizer o seu nome, eu acordei.
Era sempre assim quando eu sonhava com alguém.



quarta-feira, 29 de junho de 2011

Nosso amor é preciso. - 1° Capítulo.

Era domingo e estava frio. Eu estava deitado em minha cama, coberto dos pés a cabeça. Já estava acordado há alguns minutos, e não conseguia voltar a dormir de maneira alguma. 
Não sabia ao certo que horas eram, e então, olhei no relógio. Eram apenas duas horas da manhã, e eu não podia acreditar.
Senti minha garganta secar, me levantei da cama depressa, e fui descalço até a cozinha. 
Abri a geladeira, peguei a garrafa cheia d'água, um copo, e o enchi até a metade. Engoli tudo tão rapidamente, que senti meu estômago e meu corpo inteiro gelar. Guardei tudo, coloquei o copo na pia, e voltei correndo para o meu quarto, na tentativa de dormir.
Me joguei na cama, me cobrindo num só ato, tentando me esquentar. Fechei os olhos, me concentrando, de alguma forma. 
Quando abri os olhos, me lembrei de que as aulas começariam daqui uma semana, e era impressionante como eu estava totalmente ansioso para isso. 
Eu queria rever os amigos, os professores, e tentar ao menos tirar notas boas no primeiro semestre. Ah, eu também ficaria feliz com o meu boletim azul no segundo também!
De tanto pensar nos meus planos para aquele ano, relacionados ao colégio, adormeci. Me lembro que sonhei com um lugar bonito, verde. Um campo talvez. 
Eu estava deitado em meio a grama, observando uma garota, ao longe. Cabelos longos e pretos. Pele branca, vestido azul claro, tomara-que-caia, até os joelhos. Casaco preto, e sapatilhas de mesma cor. Ela era linda.
Eu me levantei da grama, e fui caminhando em direção a ela, e mesmo sem a conhecer, eu sabia que existia algo dentro de mim, que me deixava apaixonado por aquela garota.
Eu cheguei mais perto, e segurei sua cintura. Ela se virou, e olhou bem em meus olhos. Os seus, eram castanho escuros, perfeitos. Ela sorriu, e encostou sua cabeça na minha.
Eu me aproximei de seus lábios, tentando beijá-la. O fato de ela saber o que eu queria, e de não recuar, era incrível.
Quando estávamos distantes por alguns centímetros, eu apertei sua cintura, a trazendo mais perto de mim. Nos beijamos. Eu estava amando.