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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Nosso amor é preciso. - 1° Capítulo.

Era domingo e estava frio. Eu estava deitado em minha cama, coberto dos pés a cabeça. Já estava acordado há alguns minutos, e não conseguia voltar a dormir de maneira alguma. 
Não sabia ao certo que horas eram, e então, olhei no relógio. Eram apenas duas horas da manhã, e eu não podia acreditar.
Senti minha garganta secar, me levantei da cama depressa, e fui descalço até a cozinha. 
Abri a geladeira, peguei a garrafa cheia d'água, um copo, e o enchi até a metade. Engoli tudo tão rapidamente, que senti meu estômago e meu corpo inteiro gelar. Guardei tudo, coloquei o copo na pia, e voltei correndo para o meu quarto, na tentativa de dormir.
Me joguei na cama, me cobrindo num só ato, tentando me esquentar. Fechei os olhos, me concentrando, de alguma forma. 
Quando abri os olhos, me lembrei de que as aulas começariam daqui uma semana, e era impressionante como eu estava totalmente ansioso para isso. 
Eu queria rever os amigos, os professores, e tentar ao menos tirar notas boas no primeiro semestre. Ah, eu também ficaria feliz com o meu boletim azul no segundo também!
De tanto pensar nos meus planos para aquele ano, relacionados ao colégio, adormeci. Me lembro que sonhei com um lugar bonito, verde. Um campo talvez. 
Eu estava deitado em meio a grama, observando uma garota, ao longe. Cabelos longos e pretos. Pele branca, vestido azul claro, tomara-que-caia, até os joelhos. Casaco preto, e sapatilhas de mesma cor. Ela era linda.
Eu me levantei da grama, e fui caminhando em direção a ela, e mesmo sem a conhecer, eu sabia que existia algo dentro de mim, que me deixava apaixonado por aquela garota.
Eu cheguei mais perto, e segurei sua cintura. Ela se virou, e olhou bem em meus olhos. Os seus, eram castanho escuros, perfeitos. Ela sorriu, e encostou sua cabeça na minha.
Eu me aproximei de seus lábios, tentando beijá-la. O fato de ela saber o que eu queria, e de não recuar, era incrível.
Quando estávamos distantes por alguns centímetros, eu apertei sua cintura, a trazendo mais perto de mim. Nos beijamos. Eu estava amando.

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